Regras simples evitam descontrole das finanças pessoais

Imagem de uma mulher negra sentada na cama diante de um laptop e uma calculadora cuidando das finanças pessoais
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Por Redação Foz

Manter as finanças pessoais sob controle não se resume a pagar as contas em dia. Envolve, acima de tudo, ter responsabilidade financeira, que abrange investir para o futuro, priorizar gastos essenciais e criar uma reserva de emergência. Não menos importante é também viver dentro das possibilidades, o que na prática significa não gastar mais do que se ganha — não importa se R$ 30 mil ou R$ 200 mil anuais.

Pagamento parcial

Um sinal comum de descontrole das finanças pessoais é não conseguir pagar a fatura do cartão de crédito na íntegra. Embora o pagamento parcial evite que ele seja bloqueado, a solução está longe de ser sustentável; e mostra que as despesas já são maiores que a renda. Assim, para impedir a escalada do endividamento com juros, o mais responsável a fazer é identificar os excessos e reequilibrar o orçamento.

É claro que imprevistos podem surgir — o que reforça a importância da reserva de emergência —, e exigir um gasto extraordinário no cartão de crédito. Embora a circunstância seja outra, a saída é parecida: deve-se reduzir as despesas até o saldo ser quitado. Em condições normais, porém, cartões devem ser usados visando benefícios — cashback, milhas etc. —, e não para sobreviver ou pagar algo inesperado.

Juros e finanças pessoais

Os juros do cartão de crédito não são os únicos vilões das finanças pessoais. Os que são cobrados sobre despesas recorrentes também devem ser evitados. Afinal, pagar juros significa gastar a mais por um produto ou serviço. Atrasos em contas de água, luz ou aluguel, por exemplo, geram encargos que, embora pareçam pequenos, podem consumir parte considerável do orçamento se somados ao final de um ano.

Já em relação à aquisição da casa própria, evitar os juros é impossível para a maioria das pessoas. Um jeito de reduzir o valor gasto com eles a cada mês é amortizar as parcelas sempre que possível, quitando o financiamento antes do prazo. A compra de carros, por sua vez, deve ser à vista. Embora não seja uma prática comum, a vantagem é indiscutível. À prestação, costumam custar quase o dobro do preço.

Necessidade versus desejo

Quando aconselhadas a fugir de juros e empréstimos, algumas pessoas reagem dizendo que é mais fácil falar do que fazer. Mas para evitá-los, muitas vezes basta saber separar necessidade de desejo. Por exemplo, se alguém quer comprar um carro, deve optar por um modelo realista, e não o dos sonhos. E se não tiver o dinheiro para pagar à vista, o certo é juntá-lo em vez de se endividar.

A compra da casa própria segue uma lógica parecida. A preocupação inicial deve ser escolher um lugar para morar cujo financiamento caiba no orçamento. Na prática, significa que o imóvel precisa custar até duas vezes e meia a renda anual; e o valor da parcela não pode ser superior a 30% do salário líquido mensal. Se não for possível seguir os parâmetros acima, o melhor é alugar até poder comprar.

Foto Freepik
Close de um homem fazendo cálculos e cuidando das finanças pessoais
Controle financeiro garante futuro

Pagar primeiro a si mesmo

Para os que esperam um dia se aposentar sem que o padrão de vida caia, a rotina de economizar precisa ser seguida à risca. Gastar cada centavo que se ganha não é nada responsável. Com as exceções de praxe, o destino de quem não acumula riqueza no decorrer do tempo de trabalho é invariavelmente o empobrecimento. Portanto, antes de pagar as contas, pague primeiro a si mesmo.

E as formas mais eficazes de se pagar são: manter uma reserva de emergência e investir para o futuro. O investidor e empreendedor Jaspreet Singh sugere a adoção da regra 75, 15, 10. Ou seja, da renda, 75% é o máximo que se pode gastar; 15% é o mínimo a ser investido; e 10% o mínimo a ser destinado para o fundo financeiro, não importa se o ganho anual é de R$ 40 mil, R$ 400 mil ou R$ 4 milhões.

Fundo de emergência

Como se sabe, imprevistos acontecem. E estar preparado financeiramente para enfrentá-los faz toda a diferença. Portanto, é essencial ter um fundo de emergência, cuja função é evitar que contratempos — consertos domésticos, problemas de saúde ou perda da renda — se transformem em crises e endividamento. Mas quanto guardar? Recomenda-se poupar, no mínimo, de seis a doze meses o valor dos custos fixos mensais.

Finanças pessoais e estilo de vida

Manter um estilo de vida acima das possibilidades, apenas para parecer ser bem-sucedido, é um veneno para as finanças pessoais. Gastos com bens de alto valor, viagens e hábitos incompatíveis com a renda minam qualquer chance de se alcançar a estabilidade financeira. Agir assim impede não só a construção de patrimônio, mas também dificulta lidar com imprevistos e garantir um futuro seguro.

Minhas finanças pessoais, minhas regras

As regras de conduta sugeridas até aqui se aplicam à média das pessoas e famílias, para as quais gastar com responsabilidade faz diferença entre ter ou não tranquilidade financeira. Mas não há nada de errado em fazer extravagâncias, se forem condizentes com a realidade econômica que se tem. Portanto, se a renda permitir, ter gastos de alto valor não significa necessariamente irresponsabilidade.

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